Cansei do teu céu cinza e de tua roupa preta. Cansei da tua cara pálida. Cansei das tuas fachadas , das tuas ruas. Cansei da tua falsa elegância, do teu charme monótono. Das tuas quatro estações no mesmo dia,cansei da tua primavera molhada. Cansei até das tuas flores. Da tua perfeição, tua organização, tua educação.
As calçadas que nunca me levarão ao mar. Estou exausta dos teus ares europeus. Não suporto mais os teus drogados nas esquinas. Não tolero mais os teus amantes nos bares, as tuas musicas preferidas. Não te pertenço, Curitiba.E não te quero para mim.
sábado, 18 de outubro de 2008
sábado, 11 de outubro de 2008
Vou explodir em mil cores. O azul dos olhos dela, o vermelho da minha vontade, o rosa do meu sonho, o roxo da minha saudade, o verde do meu tédio, o cinza do meu medo...irão inundar tudo!
Do Japão vai dar para ouvir o estampido de mil palavras e palavrões. Os que existem e os que só eu sei o significado ecoarão por toda a Terra.
Vou estourar, a qualquer momento! Estou avisando! Mesmo que pouco adiante, corra! Fuja! Enfie sua cabeça no chão!
Do Japão vai dar para ouvir o estampido de mil palavras e palavrões. Os que existem e os que só eu sei o significado ecoarão por toda a Terra.
Vou estourar, a qualquer momento! Estou avisando! Mesmo que pouco adiante, corra! Fuja! Enfie sua cabeça no chão!
domingo, 28 de setembro de 2008
T.P.M.
Quero sair por aí,gritando qualquer frase que traduza essa agonia. Quero expelir minha angustia nos parabrisas, subir nos telhados, cuspir fogo pelas esquinas. Vomitar meus palavrões na cara dos passantes. Rasgar a roupa e o verbo. Estampar a minha loucura nos muros da cidade.
Quero esquecer quem sou eu. De que me adianta lembrar, e não saber?Quero assumir o descontrole.Desidratar de chorar.
Sufocar,soluçar , correr, cair, sumir.
Quero esquecer quem sou eu. De que me adianta lembrar, e não saber?Quero assumir o descontrole.Desidratar de chorar.
Sufocar,soluçar , correr, cair, sumir.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
....até o proximo carnaval
Só queria contar a ela que nem toda paixão se consuma. Só queria explicar que nem toda paixão nos consome. Fazê-la entender que nem toda paixão dói, ou destrói. E quando dói, não mata. Quando destrói, quebra só um pedacinho, e uma hora acaba sarando. Que pode acontecer qualquer coisa, ou nada. E que a dúvida é o tempero dessa maluquice que a gente costuma chamar de vida.
Falar para não sentir medo sem motivos, mas quando não conseguir evitar os fantasmas, que fique quietinha, não pense em nada, e espere o dia amanhecer. E para nunca esquecer de que com a luz do sol, todos os fantasmas vão embora. E se um dia, o sol não resolver... é só me chamar!
Falar para não sentir medo sem motivos, mas quando não conseguir evitar os fantasmas, que fique quietinha, não pense em nada, e espere o dia amanhecer. E para nunca esquecer de que com a luz do sol, todos os fantasmas vão embora. E se um dia, o sol não resolver... é só me chamar!
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
"Fortalece aí,meu coração"
E finalmente acabou...
A tua cara amarrada, a minha frustração, a espera interminável, a vontade de tudo se ajeitar, a duvida , a dor, o medo, a minha insistência, a tua ilusão, a minha ilusão...
Quando passar o alívio...
Por um tempo, vai insistir a saudade, vai existir o subjuntivo que nos assalta depois de qualquer fim, trazendo todos os “e ses” das hipóteses mais românticas. Vai surgir a fissura e o teu rosto ao por do sol, a ausência do teu corpo nas madrugadas frias.Vai crescer um buraco negro gelado no colchão.
Vou levar apenas uma toalha para o banheiro, preparar apenas um xícara de café com leite e o primeiro rosto que verei será o meu. Vou ouvir só os meus passos pela calçada. E todas as certezas que me conduziram irão se desfazer. Vou ficar com medo. Vou lembrar do que havia de melhor e duvidar da minha sanidade.
A tua cara amarrada, a minha frustração, a espera interminável, a vontade de tudo se ajeitar, a duvida , a dor, o medo, a minha insistência, a tua ilusão, a minha ilusão...
Quando passar o alívio...
Por um tempo, vai insistir a saudade, vai existir o subjuntivo que nos assalta depois de qualquer fim, trazendo todos os “e ses” das hipóteses mais românticas. Vai surgir a fissura e o teu rosto ao por do sol, a ausência do teu corpo nas madrugadas frias.Vai crescer um buraco negro gelado no colchão.
Vou levar apenas uma toalha para o banheiro, preparar apenas um xícara de café com leite e o primeiro rosto que verei será o meu. Vou ouvir só os meus passos pela calçada. E todas as certezas que me conduziram irão se desfazer. Vou ficar com medo. Vou lembrar do que havia de melhor e duvidar da minha sanidade.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
terra estrangeira.
Desculpe,seu moço, se não entendo.É que eu num sô daqui. Minha terra é lá longe e levei um tempo arretado pra chegar.Vim parar aqui num foi de carro, nem de trem. Foi um vento forte que bateu por lá. Varreu foi tudo! Foi tão de repente que cheguei assim,pela metade. É que num tive tempo de juntar. Um dia desses, eu volto lá pra buscar o resto meu que ficou na beira do mar.Assim que eu descobrir qual é a estrada pra andar. O senhor sabe se por essa aqui, dá pra eu voltar?
quinta-feira, 24 de julho de 2008
CINEMA PARA QUEM PRECISA...
Depois de muito tempo em silencio, resolvi produzir alguma coisa.Tirar a poeira desse cantinho aqui. Desde a última visita, pouca coisa mudou. Trabalhocasatrabalho, dando uma ou outra escapadela por algum álcool e conversa fiada. A minha criatividade anda sendo exercitada só nos momentos inevitáveis, em que minha mãe exige que arrume o quarto e tenho que criar uma boa desculpa para adiar por mais 24h. Tantos anos estampados nessa cara e volto assim,sem nenhuma vergonha, aos problemas adolescentes.
Nas horas vagas, penso merda. Mas essa é uma atividade a que me dedico há muito, então não é novidade. Sempre gostei de desenvolver teorias absurdas, coisas que não servem para defender teses acadêmicas, e encaixam-se perfeitamente numa mesa de boteco. São ,normalmente, idéias inovadoras sem nenhum valor comercial , pouquíssimo valor intelectual, mas há quem aprecie. A ultima,que me ocorreu há pouco, é que o cinema é coisa de mal comido. Atravessei o país, vim morar num lugar de clima inóspito e pessoas estranhas que ouvem musicas mais estranhas...afastei-me de amigos essenciais, só para cursar cinema numa faculdade estadual, e mesmo assim foi inevitável chegar a essa conclusão: CINEMA É COISA DE QUEM NÃO FODE! Pense bem,você passa horas na frente de uma tela, vivendo algo que foi confeccionado só para lhe enganar, fazer você viver uma coisa que não existe. Durante esse momento você esquece o mundo real, se entrega a uma ilusão. Mas na verdade, só se entrega completamente quem não tem nada melhor para fazer. Quando a vida anda uma merda, tudo anda incomodando e ,principalmente, você não tem nem com quem trepar, aí é que um filme se transforma na melhor das opções. È nessa hora que você vai procurar na ilusão um refugio mais confortável que a sua realidade.
Bom...ainda preciso trabalhar mais nessa idéia. Ela é muito recente, surgiu durante a primeira taça de vinho desta noite. Logo voltarei com outros argumentos e explicações esclarecedoras e totalmente dispensáveis.
Nas horas vagas, penso merda. Mas essa é uma atividade a que me dedico há muito, então não é novidade. Sempre gostei de desenvolver teorias absurdas, coisas que não servem para defender teses acadêmicas, e encaixam-se perfeitamente numa mesa de boteco. São ,normalmente, idéias inovadoras sem nenhum valor comercial , pouquíssimo valor intelectual, mas há quem aprecie. A ultima,que me ocorreu há pouco, é que o cinema é coisa de mal comido. Atravessei o país, vim morar num lugar de clima inóspito e pessoas estranhas que ouvem musicas mais estranhas...afastei-me de amigos essenciais, só para cursar cinema numa faculdade estadual, e mesmo assim foi inevitável chegar a essa conclusão: CINEMA É COISA DE QUEM NÃO FODE! Pense bem,você passa horas na frente de uma tela, vivendo algo que foi confeccionado só para lhe enganar, fazer você viver uma coisa que não existe. Durante esse momento você esquece o mundo real, se entrega a uma ilusão. Mas na verdade, só se entrega completamente quem não tem nada melhor para fazer. Quando a vida anda uma merda, tudo anda incomodando e ,principalmente, você não tem nem com quem trepar, aí é que um filme se transforma na melhor das opções. È nessa hora que você vai procurar na ilusão um refugio mais confortável que a sua realidade.
Bom...ainda preciso trabalhar mais nessa idéia. Ela é muito recente, surgiu durante a primeira taça de vinho desta noite. Logo voltarei com outros argumentos e explicações esclarecedoras e totalmente dispensáveis.
Assinar:
Postagens (Atom)