Só queria contar a ela que nem toda paixão se consuma. Só queria explicar que nem toda paixão nos consome. Fazê-la entender que nem toda paixão dói, ou destrói. E quando dói, não mata. Quando destrói, quebra só um pedacinho, e uma hora acaba sarando. Que pode acontecer qualquer coisa, ou nada. E que a dúvida é o tempero dessa maluquice que a gente costuma chamar de vida.
Falar para não sentir medo sem motivos, mas quando não conseguir evitar os fantasmas, que fique quietinha, não pense em nada, e espere o dia amanhecer. E para nunca esquecer de que com a luz do sol, todos os fantasmas vão embora. E se um dia, o sol não resolver... é só me chamar!
Um comentário:
recado dado. conselho recebido e absorvido. Prometo mandar todos os fantasmas pra Portugal. De navio.
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