Acordei, com o habitual desanimo matinal dos últimos meses. Demorei a criar coragem para levantar da cama. Olhei o relógio, sem prestar atenção nos ponteiros. Pouco me importava se estava atrasada, ou não. Levantei-me, sentindo as costas doerem, as pernas sem força, o incomodo de sempre no pescoço. Apanhei o maço de cigarros em cima da TV, o isqueiro na mesinha de cabeceira e dei “bom dia” aos meus pulmões.
Apoiada no parapeito da janela, sentia a fumaça queimando a garganta, e gerando aquela tontura característica do primeiro e mais prazeroso cigarro do dia. Já era quase meio dia, o cheiro das panelas da vizinha invadia minhas narinas, mas não despertava minha fome, talvez curiosidade,mas fome não sentia.Terminei meu cigarro,joguei a bituca pela janela e fui tomar um banho, para acordar de verdade.
Mais uma segunda-feira...volto a embarcar nesse trem rumo ao lugar comum, para mais um dia igual, lotado de pessoas normais.As mesmas caras desconhecidas por todos os lados.Vozes enfadonhas inundando os meus ouvidos.Quando vou me acostumar com esse sotaque cheio de “rl” nas “porltas” , “terlças” e “carlnes”??
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