quinta-feira, 24 de julho de 2008

CINEMA PARA QUEM PRECISA...

Depois de muito tempo em silencio, resolvi produzir alguma coisa.Tirar a poeira desse cantinho aqui. Desde a última visita, pouca coisa mudou. Trabalhocasatrabalho, dando uma ou outra escapadela por algum álcool e conversa fiada. A minha criatividade anda sendo exercitada só nos momentos inevitáveis, em que minha mãe exige que arrume o quarto e tenho que criar uma boa desculpa para adiar por mais 24h. Tantos anos estampados nessa cara e volto assim,sem nenhuma vergonha, aos problemas adolescentes.
Nas horas vagas, penso merda. Mas essa é uma atividade a que me dedico há muito, então não é novidade. Sempre gostei de desenvolver teorias absurdas, coisas que não servem para defender teses acadêmicas, e encaixam-se perfeitamente numa mesa de boteco. São ,normalmente, idéias inovadoras sem nenhum valor comercial , pouquíssimo valor intelectual, mas há quem aprecie. A ultima,que me ocorreu há pouco, é que o cinema é coisa de mal comido. Atravessei o país, vim morar num lugar de clima inóspito e pessoas estranhas que ouvem musicas mais estranhas...afastei-me de amigos essenciais, só para cursar cinema numa faculdade estadual, e mesmo assim foi inevitável chegar a essa conclusão: CINEMA É COISA DE QUEM NÃO FODE! Pense bem,você passa horas na frente de uma tela, vivendo algo que foi confeccionado só para lhe enganar, fazer você viver uma coisa que não existe. Durante esse momento você esquece o mundo real, se entrega a uma ilusão. Mas na verdade, só se entrega completamente quem não tem nada melhor para fazer. Quando a vida anda uma merda, tudo anda incomodando e ,principalmente, você não tem nem com quem trepar, aí é que um filme se transforma na melhor das opções. È nessa hora que você vai procurar na ilusão um refugio mais confortável que a sua realidade.
Bom...ainda preciso trabalhar mais nessa idéia. Ela é muito recente, surgiu durante a primeira taça de vinho desta noite. Logo voltarei com outros argumentos e explicações esclarecedoras e totalmente dispensáveis.

sábado, 31 de maio de 2008

à beleza

Ela é como um sonho. As formas encantam de um jeito estranho. O sorriso é surreal. Ilumina o rosto, o dia, meu coração. O corpo mexia como a poesia vai massageando a alma de quem a lê.A dança das deusas. Pele,mel,cheiro de bolo de chocolate saindo do forno, cores da tarde mais linda à beira mar.
Não é minha aquela boca,não são para mim aquelas palavras, não são em minha direção,seus passos. Do alto de uma arvore vejo todo o encanto do mundo passar pela calçada. Ouvindo os tambores que passeiam pela quinze, me contento em saber que existe tanta beleza, que meu coração dispara animado e um dia comum pode ser o melhor dia azul. Contento-me em saber que em algum lugar ,sob essa tampa cinza curitibana,existe tanta cor.Espero o dia que vai ser para ser sem enganos ou desencontros.
Contento-me em saber que ela existe.Só por ela existir, eu ja sou feliz.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Na aula.


- O que você tá escrevendo?
- Nada. Quando to distraída fico assim, desenhando asteriscos com setinhas nas pontas...
- Minha psicóloga diria que você é uma pessoa precisando se encontrar.
- Humm..me passa o endereço da sua psicóloga?!!!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Saudades da minha Ana P.

Eram mesmo as musicas do Chico....Era qualquer alegria,qualquer tristeza, qualquer desculpa para ouvir você falando “oh,jaque!tu acha?”. Sentadas no chão daquela sala, recostadas num sofá de dois lugares com uma almofada encardida no colo, rindo de qualquer bobagem idiota. Tardes inteiras tomadas por discussões filosóficomusicais sem a menor relevância cientifica. Adorava aquelas tardes embaladas pela tua voz sempre tão doce. O teu complexo de enciclopédia que deixa qualquer assunto interessante. Aquela tensão sutil que pairava no ar, e só nós sabíamos o que acontecia e porque nunca aconteceria. Sabíamos, mesmo sem saber. A certeza nos aproximava até o limite. A distancia seria sempre uma questão de princípios,acaso, respeito, sobretudo de amor.
Eu abusava da sua paciência e tolerância. Provocava gargalhadas com brincadeiras que disfarçavam infantis verdades.
Hoje, não tenho você ao alcance dos meus olhos, mãos, narinas... Só esse tedioso amontoado de letras azuis e vermelhas na tela de um pc. Tenho que me contentar com uma foto pequena , ao lado direito.
É uma saudade que não cansa de doer!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008





Era por ali que passava. Tudo passava quando olhava para lá, como se a espuma pintasse de branco as dores vermelhas . Deixava mais rosa o coração. O barulhinho, quase um mantra, que acalmava a alma, a mente, o mundo agitado aqui dentro. A vida explodia em cores novas. E quando a jangada já tinha levado tudo o que não precisava ser guardado em mim, era hora de levantar e voltar para casa.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

!

Quanto tempo cabe em cada segundo?Cada vez que entro nessa fase de “desapego” percebo que cabe muito tempo em cada movimento do ponteiro mais fininho do relógio. Cada tic dura uma eternidade de espera pelo tac. Quantas vezes,nessa fração, eu penso em desistir de nunseioque, outras tantas penso em insistir em seilaoque.
Quantas vezes você me vem a cabeça e lembro de coisas bobas?A cada segundo que passa me parece mais absurda essa sua escolha de sair da minha vida. A cada gole dessa vodka barata (que tem o mesmo nome do supermercado em que foi comprada) me é mais angustiante essa mudez do telefone.Tudo isso explodindo aqui dentro e você nem liga.
Você me falou que sente falta da pessoa que conheceu.Na verdade,você sente falta de quem achou que eu fosse. As coisas vão rolando, a gente vai entrando no outro e a fantasia vai se desfazendo. Isso é natural, o procedimento normal dos relacionamentos humanos. Idealizou por que quis,baby. Encaixou o personagem que teu romantismo escreveu nessa criatura de carne,osso e pouca poesia,que sou. Mas minha consciência anda leve, mais leve do que meu pulmão encharcado de nicotina. Ofereci o melhor que há em mim...E pode fazer sua pesquisa de mercado, essa carne pode ser das mais baratas,mas não está entre as mais vagabundas.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Quer ir,então vai...

Sinto tanto! Queria parar com essa mania de sentir, só tem dado merda. Vício chato, ridículo. Pelo jeito, foi mais um erro, só mais um selo para minha coleção. O pior é que vou sentir tanto a sua falta. Mas vai passar...