E finalmente acabou...
A tua cara amarrada, a minha frustração, a espera interminável, a vontade de tudo se ajeitar, a duvida , a dor, o medo, a minha insistência, a tua ilusão, a minha ilusão...
Quando passar o alívio...
Por um tempo, vai insistir a saudade, vai existir o subjuntivo que nos assalta depois de qualquer fim, trazendo todos os “e ses” das hipóteses mais românticas. Vai surgir a fissura e o teu rosto ao por do sol, a ausência do teu corpo nas madrugadas frias.Vai crescer um buraco negro gelado no colchão.
Vou levar apenas uma toalha para o banheiro, preparar apenas um xícara de café com leite e o primeiro rosto que verei será o meu. Vou ouvir só os meus passos pela calçada. E todas as certezas que me conduziram irão se desfazer. Vou ficar com medo. Vou lembrar do que havia de melhor e duvidar da minha sanidade.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
terra estrangeira.
Desculpe,seu moço, se não entendo.É que eu num sô daqui. Minha terra é lá longe e levei um tempo arretado pra chegar.Vim parar aqui num foi de carro, nem de trem. Foi um vento forte que bateu por lá. Varreu foi tudo! Foi tão de repente que cheguei assim,pela metade. É que num tive tempo de juntar. Um dia desses, eu volto lá pra buscar o resto meu que ficou na beira do mar.Assim que eu descobrir qual é a estrada pra andar. O senhor sabe se por essa aqui, dá pra eu voltar?
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